Entre
telas e telinhas: o comportamento da sociedade no uso do celular
O celular tornou-se parte integrante do dia a
dia e constitui-se num elemento indispensável para a sociedade contemporânea.
Para que o seu uso seja eficiente é necessário que haja maturidade e bom senso
na sua utilização.
Nos dias de hoje, é extremamente raro
encontrar uma pessoa que não tenha celular, pois a facilidade de conectar-se
com as pessoas e com o mundo tornou-se uma necessidade. Devido às inúmeras
possibilidades, essa ferramenta de comunicação consegue conquistar até os
gostos dos idosos, e é útil em várias
situações, dentre elas, ligações, lazer, trabalho, escola e redes sociais.
A cada dia eles estão mais
aperfeiçoados e trazem funções mais atraentes que conquistam o desejo de
possuí-los.
Graças a uma linguagem visual muito impactante
e cada vez mais fácil de ser manipulada, as pessoas têm todas as informações à
mão: consultam a previsão do tempo, informações sobre o trânsito, ficam ligadas
nos últimos acontecimentos e acabam por
se tornar dependentes desses recursos. Não é por acaso que os celulares se
transformaram quase numa extensão das pessoas. Passam a noite perto da cama,
acompanham os seus donos ao trabalho, no carro e até na hora das refeições.
Acrescenta-se também a segurança que oferece
aos pais por poderem monitorar e saber notícias dos filhos, onde, com quem e
como estão. Porém, como tudo, tem os seus pontos negativos e destrutivos.
Dentre muitos, eis alguns: as conversas em família que diminuíram bastante,
cada um com o seu celular, muitas vezes juntos e separados ao mesmo tempo, cada
um numa rede social; diminuíram-se as amizades presenciais e aumentaram as
virtuais. São amizades sem nenhum laço afetivo; aumentaram também os acidentes
de trânsito, pois muitos não conseguem deixar o celular nem quando estão a
conduzir; as escolas também sofrem com uma geração que não sabe respeitar
regras e não adquiriram ainda maturidade e bom senso no uso adequado dessa
ferramenta. É possível ver grupos de jovens reunidos num barzinho, lanchonetes ou praças de shopping centers sem
se comunicarem entre si, cada um checando as mensagens ou em conversas fora do
círculo social em que estão inseridos.
“Por isso, a palavra de ordem no uso desses
aparelhos é bom senso. Uma sociedade inteligente deve usar a tecnologia a seu
favor, ciente de que o contato físico, o olhar, o calor do toque, jamais serão
substituídos por uma mensagem de texto. Essa questão não deve ser encarada como
usar ou não a tecnologia, porque é praticamente impossível viver sem esses
recursos na atualidade e sim, como aproveitá-los ao máximo”, explica a
psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP).
O celular é útil, sem dúvida, mas a sua
utilização merece uma análise comportamental objetiva e atenta.
