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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Entre telas e telinhas







Entre telas e telinhas: o comportamento da sociedade no uso do celular

O celular tornou-se parte integrante do dia a dia e constitui-se num elemento indispensável para a sociedade contemporânea. Para que o seu uso seja eficiente é necessário que haja maturidade e bom senso na sua utilização.
Nos dias de hoje, é extremamente raro encontrar uma pessoa que não tenha celular, pois a facilidade de conectar-se com as pessoas e com o mundo tornou-se uma necessidade. Devido às inúmeras possibilidades, essa ferramenta de comunicação consegue conquistar até os gostos dos idosos, e é  útil em várias situações, dentre elas, ligações, lazer, trabalho, escola e redes sociais.
 A cada dia eles estão mais aperfeiçoados e trazem funções mais atraentes que conquistam o desejo de possuí-los.
Graças a uma linguagem visual muito impactante e cada vez mais fácil de ser manipulada, as pessoas têm todas as informações à mão: consultam a previsão do tempo, informações sobre o trânsito, ficam ligadas nos últimos acontecimentos  e acabam por se tornar dependentes desses recursos. Não é por acaso que os celulares se transformaram quase numa extensão das pessoas. Passam a noite perto da cama, acompanham os seus donos ao trabalho, no carro e até na hora das refeições.
Acrescenta-se também a segurança que oferece aos pais por poderem monitorar e saber notícias dos filhos, onde, com quem e como estão. Porém, como tudo, tem os seus pontos negativos e destrutivos. Dentre muitos, eis alguns: as conversas em família que diminuíram bastante, cada um com o seu celular, muitas vezes juntos e separados ao mesmo tempo, cada um numa rede social; diminuíram-se as amizades presenciais e aumentaram as virtuais. São amizades sem nenhum laço afetivo; aumentaram também os acidentes de trânsito, pois muitos não conseguem deixar o celular nem quando estão a conduzir; as escolas também sofrem com uma geração que não sabe respeitar regras e não adquiriram ainda maturidade e bom senso no uso adequado dessa ferramenta. É possível ver grupos de jovens reunidos num barzinho,  lanchonetes ou praças de shopping centers sem se comunicarem entre si, cada um checando as mensagens ou em conversas fora do círculo social  em que estão inseridos.

“Por isso, a palavra de ordem no uso desses aparelhos é bom senso. Uma sociedade inteligente deve usar a tecnologia a seu favor, ciente de que o contato físico, o olhar, o calor do toque, jamais serão substituídos por uma mensagem de texto. Essa questão não deve ser encarada como usar ou não a tecnologia, porque é praticamente impossível viver sem esses recursos na atualidade e sim, como aproveitá-los ao máximo”, explica a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP).
O celular é útil, sem dúvida, mas a sua utilização merece uma análise comportamental objetiva e atenta.


 Por Marli C. Saraiva