Estivemos sem energia elétrica por três dias. Foi um período que nos pareceu mais longo do que o real, pois foi necessária uma adaptação forçada a coisas que não esperávamos.
De repente, o nosso cenário mudou. Os planos, a alegria, a festa ... tudo acabou! O silêncio tomou conta da cidade; as casas todas trancadas, só se viam os clarões dos automóveis, tudo parecia amedrontador.
Percebi que, sem eletricidade, não há vivacidade, tudo e todos param, pois o contexto atual nos torna totalmente dependentes da energia elétrica, da luz, do calor, da fonte de frescor que ela nos possibilita e da movimentação das máquinas.
Graças aos gigantes da modernidade, como: Luigi Galvani, André-Marie Ampère, George Simon Ohm, Thomas Edison e alguns outros, somos beneficiados com essa tecnologia.
Todavia, esse problema trouxe-nos o resgate de alguns valores importantes. Vi as nossas crianças e adolescentes da escola divertindo-se com jogos palpáveis, ou seja, sem o celular. Provavelmente, grande parte das famílias também mudaram os seus hábitos,
com mais tempo para conversar, sem TV nem Internet, os tão aclamados e insubstituíveis "veículos da comunicação".
Há de se concluir que, apesar dos transtornos provocados pela falta da eletricidade, acredito que possam ter sido dias de reflexão e aprendizado para todos, de uma forma forçada, mas que mostraram uma outra possibilidade de viver e conviver em sociedade.
Marli C. Saraiva
